sexta-feira, abril 18, 2008

OBRIGADO

Obrigado...
Porque não só me aceitaste como era,
como estavas disposta a aceitar-me
fosse eu como fosse.
Porque dirias "o meu filhinho"
mesmo que eu tivesse
nascido deformado
e me contarias histórias
ainda que eu tivesse nascido sem orelhas.
E me levarias ao colo mesmo
que eu fosse leproso.
E, mesmo com tudo isso,
me mostrarias com orgulho às tuas amigas.
Porque seria sempre o teu bebé lindo .


segunda-feira, março 24, 2008

ESPERAR


"Quando se ama alguém,
tem-se sempre tempo para essa pessoa.
E se ela não vem ter conosco,
nós esperamos.
O verbo esperar torna-se tão imperativo
como o verbo respirar.
A vida transforma-se numa estação
de comboios e o vento anuncia-nos a
chegada antes do alcance do olhar.
O amor na espera ensina-nos
a ver o futuro, a desejá-lo,
a organizar tudo para que ele seja possível.
É mais fácil esperar do que desistir.
É mais fácil desejar do que esquecer.
É mais fácil sonhar do que perder.
E para quem vive a sonhar,
é muito mais fácil viver.”
Margarida Rebelo Pinto in Diário da tua Ausência

quinta-feira, março 13, 2008

A vida e a morte


A vida é uma merda quando vemos que somos impotentes quando a morte chega. Quando vemos alguém próximo que morre lentamente e nós, impotentes, nada podemos fazer.
Que merda de poder temos? Será que somos mesmo seres superiores. A nossa superioridade nem sequer nos serve para contornarmos o nosso fim. Não que eu tenha medo da morte. Para mim, este “medo” aumenta exponencialmente quando penso em pessoas que me estão próximas. Eu que nem sequer acredito em algo posterior à morte. Isso é, na minha opinião, uma fábula que os humanos contam para evitar esta dura realidade. Resta-me saber que posso em vida fazer obras para os que hão-de vir.
Por isso nunca deixem de dizer que gostam das pessoas porque pode muito bem ser a última vez que lhe podem dizer. Não deixem nada por fazer. "Carpe diem"

AS VEZES


"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então ESQUECER."
Às vezes - As Crónicas da Margarida, Margarida Rebelo Pinto

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

AMIGOS 2

Existem pessoas nas nossas vidas que nos fazem felizes
pela simples casualidade de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem o caminho ao nosso lado vendo muitas
luas passar, outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas chamamos amigos e há muitas classes deles.
Talvez cada folha de uma árvore represente um dos
nossos amigos…
O primeiro que nasce é o nosso amigo pai e a nossa
amiga mãe que nos mostra o que é vida.
Depois vêem eventualmente os nossos amigos irmãos,
com quem dividimos o nosso espaço para que possam
florescer como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem
respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino apresenta-nos outros amigos que não
sabíamos que iriam cruzar-se no nosso caminho, a muitos
deles chamamos amigos da alma, do coração, são sinceros,
são verdadeiros, sabem quando estamos bem e o
que nos faz feliz.
Mas também há aqueles amigos de passagem, que nos que
nos colocam, sorrisos no rosto durante o tempo que
estamos com eles.
Falando desse assunto não podemos esquecer os amigos
distantes, aqueles que estão na “ponta do ramo” e que
quando o vento sopra aparecem entre uma folha e outra…
O tempo passa, o verão vai-se o Outono aproxima-se e
perdemos algumas das nossa folhas, algumas nascem no
outro verão, outras permanecem por algumas estações.
Mas o que nos deixa mais felizes é que as folhas que
caíram continuam junto ao tronco alimentando a nossa raiz.
São recordações de momentos maravilhosos de quando se
cruzaram no nosso caminho…
Cada pessoa que passa pela nossa vida é única …
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não nos
deixam nada…
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida...
é a prova evidente de que duas almas não se
encontram por casualidade.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Da nossa boca, se não palavras ...

Dobrei a palavra num ângulo recto,
na rectidão de ser apenas linha no firmamento.
Na utopia,
finjo que existo, imito o ar seco dos meus dias,
no fumo de um cigarro.
No enovelado de sombras,
sem rumo, rebusco a hora inacabada
onde dorme a revolução desnecessária, assassinadas
chamas cintilantes dos voos de andorinhas.
Fecho os olhos, mordo as estrelas na carne já azul
de um mar a sul do teu olhar.
Nos cilícios dos corvos negros encontro os teus gestos
e os temores da onda em cicatrizes rugentes da minha pele.
Da nossa boca, se não palavras,
despontam agora contundentes seculares raízes.
Mel de Carvalho

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Amar dentro do peito...


Amar dentro do peito uma donzela;
Jurar-lhe pelos céus a fé mais pura;
Falar-lhe, conseguindo alta ventura,
Depois da meia-noite na janela:
Fazê-la vir abaixo, e com cautela
Sentir abrir a porta, que murmura;
Entrar pé ante pé, e com ternura
Apertá-la nos braços casta e bela:
Beijar-lhe os vergonhosos, lindos olhos,
E a boca, com prazer o mais jucundo,
Apalpar-lhe de leve os dois pimpolhos:
Vê-la rendida enfim a Amor fecundo;
Ditoso levantar-lhe os brancos folhos;
É este o maior gosto que há no mundo.
Bocage






quinta-feira, fevereiro 07, 2008

In Nomine Dei

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É mais uma experiência do autor no campo dramático. Só que se trata de uma experiência diferente pois tinha um objectivo, também ele diferente: seria a base para o libreto de uma ópera a exibir na Alemanha, de onde também surgiu o inesperado convite para Saramago mergulhar num episódio histórico marcado pela tragédia: o dos Anabaptistas em Münster.
Passada a surpresa inicial por este convite, Saramago acabou por aceitar. Percebendo-se porquê: o tema permitia-lhe abordar uma questão que lhe é muito grata, a da intolerância religiosa e do escândalo causado pelas guerras «fraticidas» entre cristãos de tendências diversas. Tema, aliás, já focado em obras anteriores e especialmente no controverso Evangelho segundo Jesus Cristo.
Vejamos o que o autor escreveu como apresentação de In Nomine Dei:
« Entre o homem, com a sua razão, e os animais, com o seu instinto quem afinal, estará mais bem dotado para o governo da vida? Se os cães tivessem inventado um deus, brigariam por diferenças de opinião quanto ao nome e dar-lhe, Perdigueiro fosse, ou Lobo-d'Alsácia? E, no caso de estarem de acordo quanto ao apelativo, andariam, gerações após gerações, a morder-se mutuamente por causa da forma das orelhas ou do tefado da causa do seu canino deus?»
«Que não sejam estas palavras tomadas como uma nova falta de respeito às coisas da religião, a juntar à Segunda Vida de Francisco de Assis e ao Evangelho segundo Jesus Cristo. Não é culpa minha nem do meu discreto ateísmo se em Münster, no século XVI, como em tantos outros tempos e lugares, católicos e protestantes andaram a trucidar-se uns aos outros em nome do mesmo Deus - In Nomine Dei- para virem a alcançar, na eternidade, o mesmo Paraíso. Os acontecimentos descritos nesta peça representam, tão-só, um trágico capítulo da longa e, pelos vistos, irremediável história da intolerância humana. Que leiam assim, e assim o entendam, crentes e não crentes, e farão, talvez, um favor a si próprios. Os animais, claro está, não precisa.»(...)"
Informação retirada d' In Nomine Dei, Lisboa, Editorial Caminho, 1993

A Segunda Vida de Francisco de Assis

"O que o lobo disse a S. Francisco de Assis:
Podes chamar-me irmão,
se fazes gosto nisso,
mas não me peças que trate eu a ovelha
como se fosse minha irmã."
in A Segunda Vida de Francisco de Assis, Lisboa, Editorial Caminho, 1987

quinta-feira, janeiro 31, 2008

“Cada pessoa que passa na nossa vida,
passa sozinha,
porque cada pessoa é única
e nenhuma substitui a outra.
Cada pessoa que passa pela nossa vida
passa sozinha,
não nos deixa só,
porque deixa um pouco de si
e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade
da vida e a prova de que
as pessoas não se encontram por acaso.”
charlie-chaplin

terça-feira, janeiro 29, 2008

clica na foto

“O beijo é um modo cómodo e
muito agradável de se
interromper uma conversa
na qual as palavras não são suficientes.”
“Há momentos na vida em que nos devíamos calar…
e deixar que o silêncio falasse ao coração;
Pois há sentimentos que a linguagem não expressa…
e há emoções que as palavras não sabem traduzir…”

domingo, janeiro 27, 2008

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveise
esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas
quando nunca pensei me decepcionar,
mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
“quebrei a cara muitas vezes”!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial
(e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida…
E você também não deveria passar!
Viva!Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é “muito” pra ser insignificante.
Charles Chaplin

segunda-feira, janeiro 21, 2008

PALAVRAS I

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
Alexandre O'Neill

quinta-feira, janeiro 17, 2008

OLHAR

“o olho vê,
a lembrança revê
e a imaginação...
a imaginação transvê ,
é a imaginação que
transfigura o mundo”
(Manoel de Barros, em "Janela da Alma", de João Jardim)

terça-feira, janeiro 08, 2008

AMIGOS

Uma amiga virtual me perguntou se hoje fosse
o último dia de nossas vidas ...e me ocorreu algo.
Geralmente nossos amigos sabem onde
moramos, conhecem nossos hábitos e horários
e tem nossos telefones, mas isso não ocorre
no mundo virtual...Concluí que se um de nós
morresse não saberíamos. Essa verdade me
incomodou...Penso que:
Se eu morresse amanhã, todos os meus amigos
virtuais não saberiam, continuariam a escrever
no meu mural por algum tempo, me mandariam
emails, comentando o meu sumiço, e com o
tempo deixariam de me escrever, talvez
pensando que eu os tivesse relegado...e,
provavelmente um dia me excluiriam de suas
galerias...Alguns lamentariam até...mas
provavelmente nunca saberiam que eu morri...

sexta-feira, dezembro 28, 2007

VIDAS




SE ABRE UMA NOVA PAGINA NA MINHA VIDA

Tão longe e tão perto...
Quando nos sentimos sufocados,
parece que estamos tão longe
de tudo o que pretendemos,
afinal está tudo tão perto...
e quando digo perto, é bem perto,
é "olhar" com os olhos de ver dentro de nós,
para dentro do nosso ser,
nosso verdadeiro ser,
estão lá todas as respostas,
está lá todo o oxigénio que precisamos...

........... Xabonas

Nosso cérebro é genial!

Clica na imagem

Published by vivielove under idéias, passatempo, psi e você

De aorcdo com uma peqsiusa

De uma uinrvesriddae ignlsea,

não ipomtra em qaul odrem as

Lteras de uma plravaa etãso,

A úncia csioa iprotmatne é que

A piremria e útmlia Lteras etejasm

No lgaur crteo. O rseto pdoe ser

Uma bçguana ttaol, que vcoê

Anida pdoe ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos

Cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa

Cmoo um tdoo.

Show de bloa.


Conseguiu ler este textinho acima? Então agora vamos para outro…
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
E aí, conseguiram?
Conseguimos ler mesmo que as palavras estejam trocadas ou representadas por nºs porque o nosso cérebro capta a “gestalt”, ou seja, o “todo” e não a “parte”.